Ex Empresário-Júnior: Marcos Cavagnoli, Vice-Presidente do Buscapé

  • 10/02/2013

ENTREVISTA FEITA PELA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS JUNIORES

  • Marcos, de onde veio sua vontade de entrar em uma EJ(Empresa Júnior) na época? Como foi a decisão de aderir ao Movimento?

Marcos – Ninguém conhecia empresa júnior naquela época, o movimento era muito recente e a Poli Júnior estava em sua primeira diretoria. Eles entraram na sala de aula e explicaram sobre empresa júnior e o processo seletivo para e EJ. Na hora confesso que não me chamou muito a atenção. Mas meu pai era diretor do SEBRAE em São Paulo e conheceu a Empresa Júnior. Ele disse que ficou muito impressionado com o profissionalismo deles e me disse que empresa júnior poderia ser algo diferenciado. E essa conversa com meu pai levou a minha atenção. Daí fui em uma salinha na Poli Júnior e prestei o processo seletivo. Na EJ fui Gerente de Projetos e Diretor de Projetos posteriormente. E como gostava muito com o trabalho que desenvolvia frequentemente com outras EJs, gostava de trabalhar em equipe, comecei a trabalhar também na FEJESP(Federação de Empresas Juniores de São Paulo). Naquela época a FEJESP estava criando muito dos projetos que tem hoje, como o Prêmio da Qualidade.

 

  • O que você fez de impacto em sua EJ, que te engrandeceu muito como profissional?

Marcos – Tive três tarabalhos no Movimento Empresa Júnior. Além de FEJESP e Poli Jr. fui também um dos fundadores do núcleo USP de EJs. Na época existia apenas as federações de São Paulo e a Uni Jr. da Bahia. Como trabalhos marcantes fizemos a primeira metodologia do PEP, participei de um projeto de metodologia de gestão de projetos e consultoria e ajudei outras EJs a se estruturarem, tanto pelo núcleo quanto pela Federação. O trabalho multidisciplinar e em equipe me engrandeceu muito.

Participei também dos dois primeiros ENEJs e um evento do MEJ na França em 1994.

O poder de ter dinâmica e criar ideias inovadoras é um ambiente muito propício ao desenvolvimento. Ajudar outras EJs é também um pensamento eminente. O MEJ é uma iniciativa muito bonita, sustentada em ideais muito corretos. É nosso dever potencializá-lo. Como? Com uma gestão eficiente de network.

 

  • A empresa júnior foi decisiva para que você alcançasse o que é como profissional?

Marcos – Com certeza. O espírito empreendedor, a busca de novidades, e a vontade de fazer diferente foram destaques em minha formação no MEJ e colaboraram muito para meu desenvolvimento profissional. Fiz um network muito abrangente nos tempos de FEJESP e contatos que ainda são úteis. O mercado reconhece o empresário júnior e valoriza seu currículo. Pode ter certeza disso.

 

  • Qual a influência da empresa júnior hoje em dia?

Marcos – São duas coisas. Primeiro o network infinito. Contatos que podem ser muito úteis em diversas situações. Depois o estilo de: querer fazer algo diferente, inovador, correto, ético, sonhador e realizador. É muito fácil encontrar no mercado pessoas que fazem o dia-a-dia. Mas aqueles que pensam além, são raros.

 

  • O que o você pensa sobre as parcerias entre empresas juniores e empresas seniores? Como elas podem contribuir para os dois lados?

Marcos – Considero essas parcerias essenciais. E me deixam muito feliz observar a maturidade que o Movimento Empresa Júnior alcançou. A palavra júnior só remete ao fato de que você ainda é um estudante, não é formado. Porque o profissionalismo das EJs são exemplares. As parcerias só mostram que o mercado entende a seriedade do movimento e sabem que vocês são “de sucesso”. Lembro de ter participado da organização do Workshop Interativo da Poli Júnior na época, o primeiro de todos. Foi muito difícil levar 10 empresas. Hoje em dia ele é muito grande e as empresas competem por uma vaga.

 

  • Marcos Cavagnoli é Vice-Presidente do Buscapé Company, representante da área de Serviços Financeiros para a América Latina. Formado em Engenharia pela Universidade de São Paulo, com especialização em Engenharia Industrial na ESSA de Paris/ França e MBA em Administração de Negócios pelo IBMEC/ Brasil. Possui ampla experiência em meios de pagamento, internet, finanças e comércio exterior, consolidando sua carreira em papéis executivos em grupos como JP Morgan Chase, Citibank, Daimler Chrysler e Alstom.

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