A Construção Civil no Brasil

  • 09/02/2013

Por conta do grande desenvolvimento das cidades do país, a construção Civil no Brasil vive um momento ímpar em sua história.

Construção Civil é o nome dado a todo tipo de construção que interaja com uma comunidade, cidade ou população. O nome Construção Civil é usado até hoje, pois antigamente, a engenharia era dividida em duas grandes áreas: Civil e militar. Com o tempo, tal divisão foi perdendo seu efeito, e hoje compreendemos por Construção Civil tudo o que engloba a participação de engenheiros e arquitetos civis em conjunto com profissionais de outras áreas de conhecimento. A Construção Civil é um dos fenômenos de maior representatividade no Brasil, pois as cidades-polo estão cada vez absorvendo moradores das cidades menores vizinhas, e a construção de novas estruturas urbanas é uma realidade pela qual observamos o crescimento constante dos municípios-polo do Brasil. O papel da Construção Civil está diretamente ligado com o bem-estar da população, abrangendo também princípios de cidadania como inclusão social e divisão ente espaços particulares e públicos.

Construção Civil no Brasil | História

O primeiro grande crescimento na Construção Civil brasileira aconteceu na década de 1940, durante o governo de Getúlio Vargas. O forte investimento estatal no desenvolvimento de estrutura para Construção Civil e militar fez com que a década fosse considerada o auge da Construção Civil no Brasil. O Brasil de então era um importante conhecedor de tecnologia de concreto, para a atividade militar e Civil. A partir da década de 50 a Construção Civil no Brasil passou a receber menos incentivo do Estado, ficando sob o domínio maior da iniciativa privada. Na década de 1970, durante o regime militar, tal presença estatal voltou a acontecer com mais força, e as construtoras particulares passaram a construir somente os prédios de apartamentos e escritórios comerciais. Na década de 1980 começa a haver um retorno do capital privado na Construção Civil e, em 1990, já começava a haver uma preocupação maior com a qualidade do produto final, passando as construtoras a qualificar mais a mão de obra de suas equipes. Percebemos que, no decorrer da história da Construção Civil no Brasil, os papéis do Estado e da iniciativa privada se revezaram no topo da lista de investidores. Tal fenômeno é um reflexo da constante mudança de paradigmas que a política do Brasil viveu do meio do século XX até hoje.

Construção Civil no Brasil | Atualmente

O momento atual da Construção Civil no Brasil deixa animados os profissionais da área. A parcela emergente da classe C fez com que um aquecimento constante tomasse as rédeas do mercado imobiliário nacional, fazendo com que o setor de Construção Civil fique cada vez mais requisitado. Em 2011, o nível de emprego no setor teve uma alta de 7,4%, o equivalente a mais de 200 mil contratações em todo o Brasil. A política desenvolvida pelo governo federal, através de projetos como o Minha Casa Minha Vida, foi uma das responsáveis por tal aquecimento, e a presença de grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos fazem surgir uma grande oportunidade para que o poder público e a iniciativa privada invistam (e lucrem) ainda mais com a Construção Civil no Brasil.

Construção Civil no Brasil | Investimentos e Desafios

Diante do cenário atual, podemos enxergar uma série de desafios no setor de Construção Civil do Brasil. O primeiro deles é como lidar com a presença dos grandes eventos internacionais, ao mesmo tempo em que uma emergente classe C injeta uma grande quantidade de investimento no setor de Construção Civil do Brasil. Quanto à primeira questão, torcemos para que os maiores investimentos não sejam apenas feitos na reforma e na construção de novos estádios, mas também no aumento de aeroportos e portos, fortalecendo também a segurança pública, melhorando o saneamento básico e a qualidade de vida nas cidades, colocando a construção Civil do Brasil também na direção do turismo sustentável. Melhoras na mobilidade urbana, com investimentos em transporte e vias públicas serão outro importante legado dos eventos, e a população deve cobrar isso, se desejar ver no futuro uma Construção Civil realmente positiva no Brasil. Quanto a emergência da classe C, deve-se tomar o cuidado necessário para que não haja uma bolha, geralmente ocasionada por uma exagerada participação da iniciativa privada em financiamentos de novas moradias e escritórios. O governo do Brasil deve estar presente, oferecendo financiamentos competitivos e programas que garantam o fluxo financeiro necessário para um crescimento sustentável da Construção Civil no país.

O Brasil vive um período especial em sua história, e em poucos anos estaremos vivenciando um cenário ainda mais interessante na área da Construção Civil, principalmente em detrimento dos grandes eventos que irão ocorrer no país (Copa 2014 e Jogos Olímpicos 2016) e impulsionarão todo o setor. É mais uma das áreas para as quais vale a pena manter os olhos abertos.

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